Os direitos do cadáver: ritos fúnebres na poesia épica e trágica da Grécia antiga

Autores

Jacquelyne Taís Farias Queiroz
Universidade Estadual de Santa Cruz

Palavras-chave:

Grécia antiga, Poesia trágica, Ritos fúnebres, Honra aos mortos, Mundo Grego, Tragédia Grega, Ideias religiosas, políticas

Sinopse

Entre os gregos antigos, o termo géras designa uma distinção honorífica, um prêmio. É compreendendo que os ritos fúnebres se incluem os géras, buscamos identificar as formas de funerais e antefunerais na literatura épica e trágica da Grécia Antiga entre os séculos V e VIII a.C

Biografia do Autor

Jacquelyne Taís Farias Queiroz , Universidade Estadual de Santa Cruz

Licenciada em História pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), mestre em Letras: Cultura, Educação e Linguagens pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e doutoranda em Letras: Linguagens e Representações pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC).

Referências

Fontes

ARISTÓTELES. Poética. Edição bilíngue. Tradução e estudo de Paulo Pinheiro. 2. ed. São Paulo: 34, 2017.

ÉSQUILO. Agamêmnon – Orestéia, I. Edição bilíngue. Estudo e tradução de Jaa Torrano. São Paulo: Iluminuras Fapesp, 2004.

ÉSQUILO. Coéforas – Orestéia, II. Edição bilíngue. Estudo e tradução de Jaa Torrano. São Paulo: Iluminuras Fapesp, 2004.

ÉSQUILO. Eumênides – Orestéia, III. Edição bilíngue. Estudo e tradução de Jaa Torrano. São Paulo: Iluminuras Fapesp, 2004.

ÉSQUILO. Os persas. In: ÉSQUILO. Tragédias. Edição bilíngue. Estudos e tradução de Jaa Torrano. São Paulo: Iluminuras, 2009. p. 51-113.

ÉSQUILO. Os sete contra Tebas. In: ÉSQUILO. Tragédias. Edição bilíngue. Estudos e tradução de Jaa Torrano. São Paulo: Iluminuras, 2009. p. 145-207.

ÉSQUILO. Oresteia: Agamémnon; Coéforas; Euménides. Tradução de Manuel de Oliveira Pulquério. Lisboa: 70, 1991.

EURÍPIDES. Alceste. In: ÉSQUILO; SÓFOCLES; EURÍPIDES. Prometeu acorrentado; Ájax; Alceste. Edição bilíngue. Tradução, introdução e notas de Mário da Gama Kury. 6. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.

EURÍPEDES. Andrómaca. Introdução, tradução e notas: José Ribeiro Ferreira. Coimbra: Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos, 1971.

EURÍPEDES. As fenícias. In: SALVADOR, Evandro Luis. Tradução da tragédia As Fenícias, de Eurípides, e ensaio sobre o prólogo (vv. 1-201) e o primeiro episódio (vv. 261-637). Tese (Doutorado em Linguística) – Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Campinas, 2010.

EURÍPEDES. Bacas. Edição bilíngue. Estudo e tradução de Jaa Torrano. São Paulo: Hucitec, 1995.

EURÍPEDES. Duas tragédias gregas: Hécuba e Troianas. Tradução e introdução de Christian Werner. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

EURÍPEDES. Héracles. Introdução, tradução e notas de Cristina Rodrigues Franciscato. São Paulo: Palas Athena, 2003.

EURÍPEDES. Ifigénia em Áulide. Introdução e versão: Carlos Alberto Pais de Almeida. Notas e revisão de Maria de Fátima Silva. Coimbra: Fundação Calouste Gulbenkian, 1998.

EURÍPEDES. Medéia. Edição bilíngue. Tradução de Jaa Torrano. São Paulo: Hucitec, 1991.

EURÍPEDES. Orestes. Introdução, versão do grego e notas de Augusta Fernanda de Oliveira e Silva. Coimbra: Instituto Nacional de Investigação Científica, 1982.

EURÍPEDES. Os heraclidas. Introdução, tradução do grego e notas de Cláudia Raquel Cravo da Silva. Lisboa: 70, 2000.

HESÍODO. Teogonia: A origem dos deuses. Tradução e notas de Jaa Torrano. 2. ed. São Paulo: Iluminuras, 1995.

HOMER. Iliad. In: PERSEUS 2.0: Interactive sources and studies on Ancient Greece. Editor in Chief: Gregory Crane. Cambridge: Yale University Press, 2000. CD-ROM.

HOMER. Odyssey. In: PERSEUS 2.0: Interactive sources and studies on Ancient Greece. Editor in Chief: Gregory Crane. Cambridge: Yale University Press, 2000. CD-ROM.

HOMERO. Ilíada. Tradução de Carlos Alberto Nunes. 2. ed. São Paulo: Ediouro, 2009.

HOMERO. Odisseia. Tradução de Carlos Alberto Nunes. 2. ed. São Paulo: Ediouro, 2009.

HOMERO. Ilíada. Tradução de Haroldo de Campos. v. I. 4. ed. Edição bilíngue. São Paulo: Mandarim, 2003.

HOMERO. Ilíada. Tradução de Haroldo de Campos. v. II . Edição bilíngue. São Paulo: Arx, 2002.

SÓFOCLES. Aias. Apresentação e tradução de Flávio Ribeiro de Oliveira. São Paulo: Iluminuras, 2008.

SÓFOCLES. Ájax. Tradução de Trajano Vieira. In: ALMEIDA, Guilherme; VIEIRA, Trajano. Três tragédias gregas: Antígone, Prometeu prisioneiro, Ájax. São Paulo: Perspectiva, 1997. p. 185-227.

SÓFOCLES. Antígona. Introdução, versão do grego e notas de Maria Helena da Rocha Pereira. Coimbra: Instituto Nacional de Investigação Científica, 1987.

SÓFOCLES. Antígone. Tradução: Guilherme de Almeida. In: ALMEIDA, Guilherme; VIEIRA, Trajano. Três tragédias gregas: Antígone, Prometeu prisioneiro, Ájax. São Paulo: Perspectiva, 1997. p. 49-141.

SÓFOCLES. As traquínias. Introdução, versão do grego e notas de Maria do Céu Zambujo Fialho. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1996.

SÓFOCLES. Édipo em Colono. Tradução do grego e prefácio de Donaldo Schüler. Porto Alegre: L&PM, 2007.

SÓFOCLES. Édipo Rei. In: VIEIRA, Trajano. Édipo Rei de Sófocles. Apresentação de J. Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 2009.

SÓFOCLES. Electra. In: ÉSQUILO; SÓFOCLES; EURÍPIDES. Os persas: Electra; Hécuba. Tradução do grego, introdução e notas de Mário da Gama Kury. 6. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1992. p. 73-150.

Estudos Modernos

ALDROVANDI, Cibele Elisa Viegas. As exéquias do Buda Sakyamuni: morte, lamento e transcendência na iconografia indiano-budista de Gandhãra. 2006. 977 f. Tese (Doutorado em Arqueologia) – Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006.

ANDRADE, Marta Mega de. A dimensão religiosa das práticas funerárias: O “caso” Atenas. Phoênix, ano 14, p. 291-305, 2008. (Revista do Laboratório de História Antiga da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ)

ARENDT, Hannah. Entre o passado e o futuro. Tradução de Mauro W. Barbosa. 7. ed. São Paulo: Perspectiva, 2009.

ARIÈS, Philippe. Sobre a história da morte no Ocidente desde a Idade Média. Tradução de Pedro Jordão. Lisboa: Teorema, 1989.

ASSUNÇÃO, Teodoro Rennó. Nota crítica à “bela morte” vernantiana. Clássica, v. 7/8, p. 53-62, 1994/1995.

AUSTIN, Michel; VIDAL-NAQUET, Pierre. Economia e sociedade na Grécia antiga. Tradução de António Gonçalves e António Nabarrete. Lisboa: 70, 1986.

BARROS, Gilda Naécia Maciel de. Antígona – o crime santo, a piedade ímpia. Disponível em: www.hottopos.com/videtur25/gilda.htm. Acesso em: 27 fev. 2011.

BRANDÃO, Junito de Souza. Teatro grego: tragédia e comédia. 8. ed. Petrópolis: Vozes, 2001.

BURKERT, Walter. Religião grega na época clássica e arcaica. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1993.

CAIRUS, Henrique. Porque os gregos morriam: as explicações médicas para a morte na Grécia Clássica. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE ESTUDOS ANTIGOS: SAÚDE DO HOMEM E DA CIDADE NA ANTIGUIDADE GRECO-ROMANA, 1., 2007, Rio de Janeiro. Anais [...]. Rio de Janeiro: PROAERA-UFRJ, 2007. Disponível em: www.letras.ufrj.br/proaera/Simposio-archai.pdf Acesso em: 28 set. 2010.

CAMPOS, André Malta. A selvagem perdição: erro e ruína na Ilíada. São Paulo: Odysseus, 2006.

MALTA, André. O resgate do cadáver: o último canto da Ilíada. São Paulo: Humanitas; FFLCH/ USP, 2000.

CASTORIADIS, Cornelius. As encruzilhadas do labirinto, II: os domínios do homem. Tradução de José Oscar de Almeida Marques. São Paulo; Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

CHANTRAINE, Pierre. Dictionnaire étymologique de la langue grecque: Histoire de mots. Paris: Éditions Klincksieck, 1977.

COULANGES, Fustel de. A cidade antiga. São Paulo: Martin Claret, 2001.

DELEBECQUE, Édouard. Euripide et la Guerre du Péloponnèse. Paris: Libraire C. Klincksieck, 1951.

DETIENNE, Marcel. Demónios. In: ROMANO, Ruggiero (org.). Enciclopédia Einaudi, 12: Mythos/Logos; Sagrado/Profano. Lisboa: Imprensa Nacional; Casa da Moeda, 1987. p. 45-57.

FLORENZANO, Maria Beatriz Borba. Nascer, viver e morrer na Grécia Antiga. São Paulo: Atual, 1996.

GIRARD, René. A Violência e o Sagrado. Tradução de Marta Conceição Gambini. 3. ed. São Paulo: Universidade Estadual Paulista: Paz e Terra, 2008.

GRILLO, José Geraldo Costa. A ira de Aquiles e as sensibilidades à violência na Grécia Antiga. História Questões e Debates, n. 48/49, p. 37-59, 2008.

HAVELOCK, Erick A. Prefácio a Platão. Tradução de Enid Abreu Dobránzsky. Campinas: Papirus, 1996.

KNOX, Bernard. Édipo em Tebas: o herói trágico de Sófocles e seu tempo. Tradução de Margarida Goldsztyn. São Paulo: Perspectiva, 2002.

KRAUSZ, Luis. S. As Musas: poesia e divindade na Grécia arcaica. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2007.

LE GOFF, Jacques. História e memória. Tradução Bernardo Leitão et al. Campinas: Unicamp, 1990.

LONG, A. A. Morals and values in Homer. Journal of Hellenic Studies, v. 90, p. 121-139, 1970.

LORAUX, Nicole. Maneiras trágicas de matar uma mulher: imaginário da Grécia antiga. Tradução de Mário da Gama Kury. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1988.

MOSSÉ, Claude. A Grécia arcaica de Homero a Ésquilo. Tradução de Emanuel Lourenço Godinho. Lisboa: 70, 1989.

OLIVEIRA, Flávio Ribeiro. Prefácio. In: CAMPOS, André Malta. A selvagem perdição: erro e ruína na Ilíada. São Paulo: Odysseus, 2006.

OLIVEIRA, Flávio Ribeiro. Apresentação. In: SÓFOCLES. Aias. Apresentação e tradução de Flávio Ribeiro de Oliveira. São Paulo: Iluminuras, 2008. p. 7-52.

OTTO, Walter Friedrich. Os deuses da Grécia: a imagem do divino na visão do espírito grego. Tradução de Ordep Serra. São Paulo: Odysseus, 2005.

OTTO, Walter. Teofania: o espírito da religião dos gregos antigos. Tradução de Ordep Trindade Serra. São Paulo: Odysseus, 2006.

PACHECO, Antônio Pádua. A honra, a glória e a morte na Ilíada e na Odisseia. 2009. Dissertação (Mestrado em História Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009.

PEREIRA, Maria Helena da Rocha. Valores éticos na epopéia e na tragédia grega. Disponível em: http://www.nortemedico.pt/publicacoes/?imr=2 &imc=22n&fmo=pa&publicacao=41&edicao=771. Acesso em: 14 ago. 2010.

REDFIELD, James. Nature and Culture in the Iliad: The tragedy of Hector. United States of America: Duke, 1994.

REIS, João José. A morte é uma festa: ritos fúnebres e revoltas no Brasil do século XIX. 5. reimpressão. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

RIBEIRO, Marly Simões. Arqueologia das práticas mortuárias: uma abordagem historiográfica. São Paulo: Alameda, 2007.

RODRIGUES, José Carlos. Tabu da morte. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2006.

ROMILLY, Jacqueline de. A tragédia grega. 2. ed. Coimbra: 70, 2008.

ROMILLY, Jacqueline de. Hector. Paris: Fallois, 1997.

ROMILLY, Jacqueline de. La modernité d’Euripide. Paris: PUF, 1986.

SARIAN, Haiganuch. Morte e Sono na arte grega: notas de iconografia funerária. Clássica, v. 7 (1994), v. 8 (1995), p. 63-74, 1994/1995.

SCHNAPP-GOURBEILLON, Annie. Les funérailles de Patrocle. In: GNOLI, Gherardo; VERNANT, Jean-Pierre. La mort, les morts dans les sociétés anciennes. Paris: Editions de la Maison des Sciences de l’ Homme, 1990. p. 77-88.

TORRANO, Jaa. Herói e honras heroicas: estudo de Coéforas. In: ÉSQUILO. Coéforas – Orestéia, II. Estudo e tradução de Jaa Torrano. São Paulo: Iluminuras Fapesp, 2004. p. 13-69.

VAN GENNEP, Arnold. Os ritos de passagem. Tradução de Mariano Ferreira. Apresentação de Roberto da Matta. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2011.

VERNANT, Jean-Pierre. A bela morte e o cadáver ultrajado. Revista Discurso, n. 9, p. 31-62, 1978.

VERNANT, Jean-Pierre. As origens do pensamento grego. Tradução: Ísis Borges B. da Fonseca. São Paulo: Difel, 1986.

VERNANT, Jean-Pierre. Entre mito e política. Tradução de Cristina Murachco. São Paulo: Edusp, 2001.

VERNANT, Jean-Pierre. L’individu, la mort, l’amour: soi-même et l’autre en Grèce ancienne. Paris: Gallimard, 1989. (Col. Bibliothèque des histoires).

VERNANT, Jean-Pierre. Mito e religião na Grécia Antiga. Tradução de Joana Angélica d’Avila Melo. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2006.

VERNANT, Jean-Pierre. O momento histórico da tragédia na Grécia: algumas condições sociais e psicológicas; Tensões e ambiguidades na tragédia grega; esboços da vontade na tragédia grega. In: VERNANT, Jean-Pierre; VIDAL-NAQUET, Pierre. Mito e tragédia na Grécia antiga. São Paulo: Brasiliense, 1988. p. 13-76.

VIDAL-NAQUET, Pierre. O mundo de Homero. Tradução de Jônatas Batista Neto. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

VIEGAS, Alessandra Serra. O corpo do guerreiro homérico: O herói Pátroclo no campo de batalha. Nearco: Revista Eletrônica de Antiguidade, n. 5, p. 90-107, 2010.

WEINRICH, Harald. Lete: arte e crítica do esquecimento. Tradução de Lya Luft. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.

Downloads

Publicado

fevereiro 3, 2022

Séries

Categorias

Licença

Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Detalhes sobre essa publicação

ISBN-13 (15)

978-65-87106-36-6